Autora: Andressa Amaro

A história da fisioterapia começou há muito tempo atrás. Na antiguidade clássica, observamos relatos de técnicas utilizadas para tratar doenças, usando peixes elétricos vivos para dores de cabeça, dores de artrite, indicando o uso de eletroterapia, recursos esses usados ainda hoje na fisioterapia.

Os gregos já usavam recursos como calor e frio, massagem, movimentos específicos do corpo, crioterapia com gelo, hidroterapia utilizando a água, cinesioterapia com movimentos do corpo, técnicas terapêuticas e manuais de massagem com métodos eficientes e reconhecidos.

No entanto, os primeiros relatos foram analisados desde 1700 antes de Cristo, em que imperadores chineses utilizavam exercícios respiratórios, combinados com movimentos do corpo para tratar transtornos vindos de gripes e resfriados. No império romano, Cláudio Galeno, um grande e famoso anatomista da época, deixou relatado que através de uma ginástica do tronco e dos pulmões, conseguiu corrigir um tórax e tratar os problemas respiratórios.

Com a queda do império romano na idade média, houve um grande atraso da ciência em geral, doenças passaram a ser tratadas como atuação divina e o corpo como sendo algo inferior, algo que não deveríamos nos preocupar.

Foi durante o renascimento que a ciência voltou a se desenvolver, através do avanço das artes e teorias que ajudaram a trazer a imagem do corpo humano como sendo algo belo. 

Os estudos voltados para o corpo humano voltaram a acontecer e, em 1569, Jeronimus Mercurialis publicou um livro chamado “A arte da ginástica”, em que falava da importância da realização dos exercícios físicos para o tratamento de doenças e manutenção da saúde.

A partir deste marco, iniciou-se uma preocupação com a medicina preventiva e a promoção da saúde. Um pouco depois da revolução industrial e o surgimento das linhas de produção nas fábricas, os trabalhadores começaram a realizar tarefas muito específicas e repetitivas por longos períodos de tempo, assim, começaram a surgir uma série de lesões relacionadas ao trabalho.

Dia do Fisioterapeuta

Comemorado anualmente no dia 13 de outubro, o Dia do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional foi estabelecido por meio da Lei nº 13.084/2015, publicada no Diário Oficial da União, no dia 9 de janeiro de 2015.

A criação da Lei foi mais uma conquista da profissão que reforça o seu crescimento e o reconhecimento perante a sociedade.

No dia 08 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Fisioterapia. A data foi instituída em 1996 pela Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT – World Confederation for Physical Therapy).

A Importância da Fisioterapia

A Fisioterapia é uma área “nova” da ciência, principalmente no Brasil, que teve o primeiro curso técnico criado só em 1951 e, apenas em 1969, a fisioterapia foi reconhecida como um curso de nível superior.

Já para os tempos atuais,  o surgimento da pandemia do coronavírus evidenciou ainda mais a importância da fisioterapia, que se mostrou eficaz não só no após o tratamento, mas também durante todo o processo da doença.

Por fim, acredito ser importante ressaltar: Não! Os profissionais da área não fazem apenas “massagem”. São técnicas cientificamente comprovadas que auxiliam na reabilitação, prevenção e na cura de algumas doenças.

Assim como qualquer outra área da ciência, existe uma gama imensa de atuação: intensivista, respiratória, neurológica, cuidados paliativos, traumato-ortopédica e por aí vai.

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Autora: Andressa Amaro

Formada em Fisioterapia na Universidade de Sorocaba (UNISO)

Responsável pelo desenvolvimento de produtos relacionados a Tecnologia Assistiva na Longevitech.